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Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

OS DEVERES DOS DOENTES...

O doente é certamente o centro do sistema de saúde, mas nem sempre tem um comportamento correcto. Reclamam demasiado! São ansiosos, não gostam de regras, da disciplina estabelecida! Agradecem pouco e reconhecem menos!

 

 

Os doentes, o cidadão em geral, são cada vez mais protegidos por uma lista de extensos direitos (desconhecidos ou mal interpretados), mas só muito raramente se preocupam com os seus deveres, talvez também por não terem a noção exacta da sua responsabilidade, dos seus deveres. A desinformação e/ou a informação contraditória impera, originando a dúvida, a insegurança, a desconfiança e a autodefesa! No entanto, não podem existir direitos sem os correspondentes deveres (parte activa dos doentes), que se pressupõem mútuos e, quando postos em prática pelos responsáveis pela saúde, pelos prestadores de cuidados de saúde, como pelos cidadãos, só beneficiam todos. Isto pressupõe que o doente veja no profissional de saúde – no prestador de cuidados de saúde - um aliado e, reciprocamente, o profissional de saúde consiga transmitir a noção exacta, do diagnóstico realizado, dos recíprocos deveres e direitos, transmitindo ao doente que o vai efectivamente e com sabedoria ajudar a resolução da doença muitas vezes de difícil resolução, contando com a fundamental colaboração do doente. É fundamental promover, incentivar, estimular a indispensável relação de confiança que deve existir entre doente e a equipa de saúde! O médico deve explicar detalhadamente, exaustivamente, em linguagem (e escrita!) compreensível, acessível, inteligível ao nível cultural do doente, nunca menosprezando a capacidade intelectual do doente (muitas vezes afectado psicologicamente, temeroso, medroso, acanhado, receoso, fragilizado, com incertezas, desamparado, sem autonomia, com vergonha, menorizado, que desenvolveu mecanismos de autodefesa), os recursos da medicina, as possibilidades de conservar a saúde e de combater a doença (aguda ou crónica; de longa duração e/ou recidivante). Os órgãos de comunicação social, se informarem correctamente, difundindo informação exacta sobre acontecimentos respeitantes à saúde, sobre as instituições de saúde e os aspectos técnicos relevantes, também contribuiriam decisivamente para um doente informado, para um doente mais seguro.

 

Trata-se de uma notória [desencantadora] ausência de cultura cívica individual e de grupo (no plano social e comunitário), que faz o doente pensar que a sua patologia é sempre a mais grave, num puro egoísmo, que a sua saúde está pior do que a dos outros, que devia ter prioridade, que espera demasiado devido ao facto dos profissionais de saúde serem menos diligentes (gerando tensão). Menos difícil seria se praticássemos e verificássemos a solidariedade, o bem-estar ou bem-viver interactivo, entre pessoas estranhas, companheiras de sofrimento. No mesmo contexto, é frequente a auto medicação, o não cumprimento da terapêutica prescrita, a não realização dos exames complementares pedidos pelo médico, o ignorar dos conselhos para deixar de fumar, deixar de ingerir bebidas alcoólicas, ser comedido na alimentação que ingere, combatendo a obesidade, recusando a obsessão pela doença, ter hábitos de higiene, não se desleixando, não desanimar, procurar o sossego e conforto, ingerir mais água, tudo factores de substancial risco de graves doenças individuais e em que a sua eliminação é parte substancial do tratamento. O doente tem de acreditar que o seu destino também está nas suas próprias mãos, não exclusivamente nas mãos dos profissionais de saúde! A vitória sobre a doença tem de ser conquistada, “andando para a frente”!

 

É evidente, no que anteriormente referi, um certo criticismo, quer à sociedade civil, quer à própria solidariedade social!

 

O acesso à informação inteligível, permitirá um melhor consentimento informado, a livre escolha e a fundamental empatia entre o doente e o profissional de saúde, diminuindo assimetrias… Para uma maior longevidade, activa, com melhor saúde: a humanização da vida, o conseguirmos percorrer juntos e solidários um caminho feliz no mundo fantástico do [inevitável e desejável] envelhecimento (que representa VIVER)! É fundamental adoptar uma atitude positiva perante o tratamento da doença oncológica, mantendo incólume o gosto e a vontade de fruir ou desfrutar inteiramente a vida, com desejo de transmitirem aos outros doentes e àqueles que se interessam pelo se alívio (aprender a viver com a doença com alguma normalidade) ou pela sua cura, a negação da incurabilidade, substituindo-a por um comportamento adaptado à preparação de uma futura existência feliz e prolongada. A VIDA É UMA OPORTUNIDADE!

 

DEVERES DOS DOENTES, em síntese:

  1. O doente tem o dever de zelar pelo seu estado de saúde. Isto significa que deve procurar garantir o mais completo restabelecimento e também participar na promoção da própria saúde e da comunidade em que vive;

 

  1. O doente tem o dever de fornecer aos profissionais de saúde todas as informações necessárias para obtenção de um correcto diagnóstico e adequado tratamento;

 

  1. O doente tem o dever de respeitar os direitos dos outros doentes;

 

  1. O doente tem o dever de colaborar com os profissionais de saúde, respeitando as indicações que lhe são recomendadas e, por si, livremente aceites;

 

  1. O doente tem o dever de respeitar as regras sobre a organização e o funcionamento dos serviços de saúde;

 

  1. O doente tem o dever de utilizar os serviços de saúde de forma apropriada – de acordo com as regras estabelecidas - e de colaborar activamente na redução de gastos desnecessários.

Vide:

Lei de Bases da Saúde, Lei n.º 48/1990, de 24 de Agosto (alterada pela Lei n.º 27/2002, de 8 de Novembro).

 

 

 

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