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Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

Doente informado é doente prevenido, conhecedor, muito mais seguro! Controlo da exposição à intensa radiação...

 

Por exemplo, muitas cidadãs desconhecerão a radiação aplicada durante a realização de um exame de rastreio do cancro da mama, a mamografia (preferencialmente digital, similar à fotografia digital, a mamografia digital substitui o filme utilizado na mamografia tradicional por arquivos digitais visualizados e armazenados em computadores) (raio X do tecido mole da mama, o meio mais económico e prático de se realizar o rastreio (numa relação custo/eficácia) (não excluindo o auto-exame (avaliação do peito e/ou de outras partes do corpo pela própria pessoa, em busca de alguma eventual “alteração”)), a ecografia, citologia e histologia, e outras formas de detecção precoce do cancro)). Tal como desconhecerão o direito que têm, consagrado em lei [http://escritosdispersos.blogs.sapo.pt/100834.html] - Decreto-Lei n.º 222/2008, de 17 de Novembro -, de conhecer a radiação a que cada cidadão é exposto aquando da realização que implique a utilização da mesma, como um simples Raio X ou uma TAC/TC, que poderão “induzir” patologias devido à exposição “descontrolada” a radiações supostamente “desnecessárias” (resultantes de precipitação ou desinformação do profissional de saúde). A mamografia (o rastreio, a partir dos 45 anos de idade, é realizado de dois em dois anos). A utilização de equipamentos capazes de realizar exames de mamografia digital (que SALVA muitas VIDAS!) utilizando “microdose” (menos de metade da radiação) e alta resolução de imagem (evitando repetições), deveria ser um objectivo nacional, designadamente das pessoas responsáveis pelos programas de rastreio regular do cancro da mama. O cancro da mama é o de maior prevalência na mulher – 1 em cada 9 mulheres vai ter – e um dos mais “fáceis” de tratar quando detectado/diagnosticado de forma precoce [comparativamente com outros tumores sólidos, é o que melhor permite o tratamento de acordo com características específicas da célula tumoral (a personalização do tratamento oncológico, perante os desafios do presente e numa perspectiva de melhorias futuras na sobrevida, passa pela individualização terapêutica para cada doente e cada (sub) tipo de tumor maligno)].

 

Os profissionais de saúde devem preocupar-se em reduzir a exposição do doente (e deles próprios) à radiação de três tipos de processamento de imagem médica cada vez mais comuns: tomografia computadorizada (TC), estudos de medicina nuclear e fluoroscopia.

 

Estas três técnicas são as principais responsáveis pela exposição à intensa radiação, designadamente por usarem doses de radiação muito mais elevadas do que outros métodos - como o raio-X padrão, raio-X dental e a mamografia digital -, aumentando potencialmente o risco de cancro.

 

A possibilidade de redução da dose de radiação, o aumento da eficiência do processo imagiológico e a aplicação de técnicas de processamento de imagem para melhorar a visualização de processos anatómicos e fisiológicos, deve ser também uma prioridade do profissional de saúde, procurando minimizar os riscos para o cidadão, paciente ou utente da saúde.

 

Por exemplo, a radiação de uma tomografia computadorizada (TC) do abdómen é o equivalente a cerca de 400 radiografias ao tórax. Cada TAC (e consoante o seu tipo) pode sujeitar um doente a uma radiação que é equivalente à de 30 a 442 Rx de tórax. E talvez possa ser antecedida de outros exames também conclusivos mas muito menos “agressivos”!

 

Para reduzir a exposição à radiação desnecessária, os profissionais de saúde devem adoptar ou padronizar dois princípios: cada processo deve ser progressivo e plenamente justificado e a dose de radiação (no forçoso recurso à imagiologia) deve ser a dose mínima necessária. Além disso, é necessário incentivar o diálogo entre os doentes e os seus médicos para reverem os benefícios e os riscos dos tipos de técnica imagiológica utilizada.

 

Noutro exemplo, no caso de pacientes mais jovens, é preciso ter presente que a mamografia convencional é um exame que inclui a emissão de radiação X, de radiação ionizante que, quando aplicada de forma excessiva, pode ser nociva à saúde. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia no quotidiano de uma mulher precocemente, caso não tenha histórico pessoal, familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame (devendo optar preferencialmente, nestes e noutros casos, pela mamografia digital, prefira sempre centros de imagem e diagnóstico totalmente digitais e equipados com a mais recente tecnologia).

 

Urge fiscalizar, com rigor, as unidades que fazem exames e tratamentos com radiações, sendo que muitas podem eventualmente não se encontrar licenciadas. Não podemos continuar a ignorar as doses de radiação – que em determinados níveis podem ser indutoras de cancro – a que um doente é exposto quando faz uma simples radiografia ou se os equipamentos estão calibrados. O país não tem registo de acidentes com estes equipamentos, contrariamente a outros países europeus.

 

Existem cerca de cinco mil aparelhos de raio X distribuídos por 600 instalações públicas e privadas e cerca de 30 aparelhos usando radiações no tratamento do cancro (nomeadamente radioterapia), assim como 24 centros de medicina nuclear, juntando tratamento, diagnóstico e investigação.

 

Os avanços tecnológicos na área da tomografia computorizada (TAC ou TC) e a utilização crescente deste método de diagnóstico imagiológico impõem a adopção de medidas adequadas para reduzir tanto quanto possível as doses de radiação. Este aspecto assume particular importância nos doentes que pela sua situação clínica têm de realizar várias TAC, ou nas crianças. Assim, visando a maior segurança dos doentes sem comprometer a eficácia dos exames, deve ser preocupação das equipas de médicos e técnicos dum Centro de Imagologia desenvolver protocolos de baixa dose de radiação para implementar no equipamento TAC (v. g. equipamento TAC com dois conjuntos de ampola/dupla ampola) que permitam reduzir a dose de radiação a que o cidadão, paciente, utente da saúde utente da saúde ou doente é submetido, ajustando as necessidades da TAC (TC) às especificidades de cada caso.

 

O equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC) SOMATOM® Definition Flash, da Siemens Healthcare, é o sistema de raio-X mais rápido da história da Tomografia Computorizada e emite a dose de radiação mais baixa de sempre, permitindo realizar exames mais saudáveis e rigorosos.

 

Além do conforto e rapidez, este equipamento opera com a dose de radiação mais baixa de sempre. Por exemplo, uma aquisição em espiral do coração pode ser efectuada com menos de um mSv (millisievert), cerca de um terço do que é possível com os restantes equipamentos.

 

Inclui ainda uma funcionalidade inovadora de protecção de órgãos sensíveis à dose de radiação, que previne a dose clinicamente irrelevante e reduz a zona de exposição ao raio-X até 40%, sem perda da qualidade de imagem.

 

É um equipamento de tomografia computorizada que alia a maior resolução à mais baixa dose de radiação, possibilitando assim exames de rastreio.

 

É ainda de salientar que este sistema dispõe de dois conjuntos de ampola/detector com 128 cortes cada, o que faz com que seja a TAC ou TC (Tomografia Computorizada) mais diferenciada que existe em Portugal. Desta forma, é possível realizar exames de dupla energia, através da utilização de tensões diferentes em cada um dos conjuntos, o que permite obter as aplicações necessárias para as mais recentes técnicas de caracterização e visualizar a composição química dos materiais. Estas aplicações com Energia Dupla permitem um diagnóstico mais rápido e mais fiável.

 

Parece fundamental, também nesta área da imagiologia, que os médicos ou profissionais de saúde actuem de forma multidisciplinar, procurando o competente apoio de outras especialidades.

 

Parte integrante do próximo «Guia dos Direitos e Deveres do Doente Oncológico – Os Profissionais de Saúde, os Doentes, a Família e o Cancro».

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