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Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

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"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

Mesilato de Imatinib - Contributo para a eventual cura do cancro

Será fundamental que os grandes laboratórios nacionais e internacionais e as empresas farmacêuticas multinacionais (titulares de autorização) "percebam" que as pessoas são mais importantes que patentes.... É fundamental que o Estado proteja os seus cidadãos na defesa, promoção e protecção da saúde.
 
As patentes são títulos de propriedade concedidos pelo Estado, que assegura ao seu titular exclusividade temporária para a exploração de uma determinada invenção (no caso, determinado medicamento). É que o monopólio representa custos muito mais elevados para quem necessita e paga o medicamento!
 
Não estará a ser violado o direito fundamental à saúde? Não estarão as empresas farmacêuticas multinacionais a atender muito mais a interesses comerciais e do lucro (interesse económico) do que ao interesse da saúde pública (direito fundamental)?
 
Como fiscaliza ou distingue o Estado o "interesse meramente privado" com o "interesse público" (v. g. direito fundamental à saúde)?
 
Não será tarefa fundamental do estado licenciar compulsoriamente alguns medicamentos patenteados, declarando o produto de interesse público, a bem do cidadão e do próprio Estado?
 
À semelhança do que aconteceu com os antivirais (terapêutica para a gripe A), o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos (LMPQF) ganharia novo alento caso produzisse alguns genéricos a preço justo, isto é, sem a preocupação do lucro fácil à custa da VIDA HUMANA.
 
O Estado também pouparia imenso com a comercialização da versão genérica de novos fármacos no combate ao cancro, caso, por exemplo, do MESILATO DE IMATINIB. A versão genérica do MESILATO DE IMATINIB pode custar catorze (14) vezes menos relativamente à versão não genérica (patenteada).
  

 

O alto e crescente número de afectados por cancro e gravemente infectados exige providências, que tornem viável financeiramente o programa de combate ao cancro e ao Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), entre outras doenças

 

Evitaria o uso abusivo (monopólio ou posição dominante das empresas farmacêuticas) e socorreria melhor, com maior abrangência e menor custo, a emergência nacional e/ou o interesse público.

 

O Mesilato de Imatinib é um tratamento para os adultos e crianças para:
 
Leucemia mielóide crónica (LMC). A leucemia é um cancro dos glóbulos brancos do sangue.
Os glóbulos brancos normalmente ajudam o organismo a combater infecções. A leucemia mielóide crónica é uma forma de leucemia na qual certos glóbulos brancos anormais (denominados de células mielóides) começam a crescer sem controlo.
 
O Mesilato de Imatinib é também um tratamento para os adultos para:
 
Leucemia linfoblástica aguda positiva para o cromossoma filadélfia (Ph-positivo ALL). A leucemia é um cancro dos glóbulos brancos do sangue. Os glóbulos brancos normalmente ajudam o organismo a combater infecções.
A leucemia linfoblástica aguda é uma forma de leucemia na qual certos glóbulos brancos anormais (denominados linfoblastos) começam a crescer sem controlo. O Mesilato de Imatinib inibe o crescimento destas células.
 
Síndrome mielodisplásica/doenças mieloproliferativas. Estas são um grupo de doenças do sangue nas quais algumas células do sangue começam a crescer sem controlo. O Mesilato de Imatinib inibe o crescimento destas células num determinado subtipo destas doenças.
 
Síndrome hipereosinofílica elou Ieucemia eosinofílica crónica. Estas são doenças do sangue nas quais algumas células do sangue (denominadas eosinófilos) começam a crescer, sem controlo. O Mesilato de Imatinib inibe o crescimento destas células num determinado subtipo destas doenças.
 
Tumores do estroma gastrintestinal (GIST). O GlST é um cancro maligno do estômago e/ou intestino.
Desenvolve-se devido ao crescimento celular não controlado dos tecidos suporte destes órgãos.
 
Os dermatofibrosarcoma protuberans (DFSP). DSFP é um cancro do tecido localizado por baixo da pele no qual algumas células começam a crescer sem controlo.
 
O Mesilato de Imatinib inibe o crescimento destas células.
 
O Mesilato de Imatinib funciona através da inibição do crescimento de células anormais nas doenças acima referidas.
 
 

Iniciei no dia 14 de Agosto de 2008 [dia da Batalha de Aljubarrota, 14 de Agosto de 1385], o tratamento com Mesilato de Imatinib 400 mg comprimidos revestidos por película (a substância activa é o mesilato de imatinib). Tomo um comprimido por dia para inibição do crescimento de eventuais [micro] células anormais, devido ao tumor do estroma gastrintestinal (GIST), de alto risco, que me afectou [provocando-me graves hemorragias internas] e a que fui operado com sucesso no dia 11 de Maio de 2008, um Domingo. Face ao alto risco do tumor de GIST totalmente ressecado no intestino delgado, no meu caso específico, trata-se duma terapêutica adjuvante ou preventiva [de recidivas ou metástases].

 

O GIST é um tumor [potencialmente maligno (cancro)] do estômago e intestinos (no meu caso foi "somente" do intestino delgado).

  

 

Aqui deixo, mais uma vez, o mais profundo reconhecimento a todos(as), e foram muitos(as), que me trataram, e tratam, tão bem desde o dia 11 de Fevereiro de 2008! No Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra).

 

É óbvio que vou persistir [teimosamente, numa estratégia de nunca virar as costas à "luta"] em vencer mais esta "batalha"!

 

Em termos oncológicos, o Mesilato de Imatinib actua designadamente para tentar evitar recidivas ou metástases do cancro, segundo os Médicos, ainda não há tempo de recuo suficiente para avaliar a efectiva duração do tratamento [terapêutica adjuvante], que se prevê actualmente entre dois a três anos....

 

O meu mais sincero agradecimento ao Senhor Doutor Fernando Manuel Ribeiro Gomes, naturalmente extensivo a toda a Equipa da Unidade de Oncologia do Hospital Dr. Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra), não olvidando as Senhoras Doutoras Paula Sanchez Otero, Isabel Maria Vaz Bonifácio e Francisca Maria Braga da Veiga Frade, e os Senhores Doutores Serguei Gouminski, Luís Miguel Oliveira, Eduardo Nuno Cardoso Pires e Luís Cunha...

 

Uma justíssima palavra de muito apreço também para todo o restante pessoal que trabalha no Hospital Dr. Fernando da Fonseca, designadamente os Enfermeiros Lígia Pereira Silva (SO + Técnicas de Gastrenterologia) (com uma dedicação, abnegação e competência extremas, mesmo muito acima do habitual), Elsa (SO) (com uma dedicação, abnegação, competência e responsabilidade extremas, muito acima do habitual), Marta (espanhola) (SO), Pedro (SO), Paula (SO), Raquel (Gastrenterologia), os Enfermeiros de Cirurgia C (quase sempre stressados, são poucos, mas preocupados com os seus doentes), os Técnicos, o Pessoal Auxiliar, o Pessoal Administrativo e os Vigilantes (humanos e prestimosos na orientação dos doentes).

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Imatinib

 

6 comentários

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    Escritos Dispersos 23.09.2015

    Bom dia,
    Obrigado pelo seu testemunho.
    Conheço uma situação muito semelhante à sua. Sobrevive desde 2008, graças ao IMATINIB!
    O meu foi ligeiramente diferente, circunscrito ao intestino delgado (12 cm), mas com um gânglio metastizado (entre outras complicações). Sobrevivo desde 2008, também com IMATINIB 400 mg/dia.
    O GIST é um cancro relativamente recente e, por isso, algo desconhecido. Já há terapêuticas ainda mais potentes do que o IMATINIB. O meu Médico Oncologista é extremamente experiente com os GIST, por isso disponho de imensa informação.
    Está a proceder muito bem! O fundamental é os valores analíticos (colheitas de sangue e urina para análise) manterem valores normais (hematrócito, função renal, função hepática), para não terem de suspender-lhe o IMATINIB.
    Manter o peso ideal, com dieta alimentar equilibrada e exercício, é FUNDAMENTAL!!! A obesidade predispõe ao cancro [o facto de termos GIST não nos imuniza para outras doenças, inclusive outros cancros]. O meu Médico Oncologista dá EXTREMA relevância ao aspecto alimentar e à actividade física!!! Sempre deu, desde o início!!!
    Esclareça-me, por favor, já foi submetida a cirurgia? Convém ... logo que possível! O tecido "removido" possibilitará uma análise mais precisa da malignidade do seu cancro.

    Continue com hábitos saudáveis. Já há GIST que ultrapassaram os 10 anos de sobrevida, com tudo aparentemente normal [eu vou no 7.º] :)

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    Anónimo 23.09.2015

    Boa tarde,
    Ainda não fui operada, vou no próximo mês fazer novo PET e repetir as análises e só a partir daí é que se ponderará essa opção. No meu caso a cirurgia foi logo afastada porque como o tumor era muito grande, com muitas necroses , o risco da cirurgia era muito grande, até porque teriam que me retirar grande parte do estômago e o meu nível de vida seria grandemente afetado.
    Eu cheguei a ir ao IPO de Lisboa e a opinião do oncologista que me viu é a mesma, a operação no meu caso só depois de reduzido o tumor a um tamanho dito seguro para se remover tudo e com margem de segurança. O que acontece no meu caso é que como o tumor era muito grande existe uma área extensa de cicatriz e necrose . Assim, quer na opinião do médico que me segue, quer no do IPO devo fazer a terapêutica com o imatinib , vigiar constantemente para ver a evolução e se o tumor continuar a diminuir aguardar. Porque segundo eles a "data" ideal para cirurgia, se o tumor não desaparecer na totalidade, é se se verificar uma estagnação no uso do imatinib , ou seja, em que não exista diminuição nem aumento.
    Aquando do internamento hospitalar em que fui diagnosticada com o GIST fui submetida a uma endoscopia em que foram colhidas amostras para analisar. Foi através dessa análise que se apurou que era um GIST , altamente agressivo, com um metabolismo muito elevado. Quando passei a ser seguida na Fundação fui informada que dependendo do gene mutado existiam várias terapêuticas umas mais eficazes do que outras em função desse tipo de gene. Assim, as amostras recolhidas na biópsia foram para análise genética no sentido de identificar o tipo de gene e qual o medicamento mais eficaz no seu tratamento. Pois ainda que o imatinib seja o mais utilizado podia não ser o mais adequado ao meu caso e assim evitada estar a terapêutica com um medicamento menos eficaz e a perder tempo. O resultado foi que o gene em questão era altamente reativo ao imatinib e este seria o medicamento mais eficaz.
    Por isso de momento apenas me resta aguardar e continuar.
    Quanto às outras situações de eventuais cancros, tenho isso bem presente, pois tenho um historial muito complicado de cancro da mama na família e comecei a fazer vigilância muito cedo. Neste momento faço isso tudo na Fundação Champalimaud , com os médicos de ginecologia oncológica. A vida por vezes tem destas coisas, pois acho que sempre estive mentalizada que poderia vir a ter cancro da mama e nunca me passou pela cabeça ter uma coisa destas, que aliás nunca tinha ouvido falar e para mais com 40 anos.....
    Eu continua a fazer uma alimentação cuidada e rica em antioxidantes, vitaminas e pobre em proteínas, depois do choque inicial retomei a minha vida e hoje faço de tudo como antes do diagnóstico. Em termos psicológicos consigo lidar melhor com o assunto e se não fosse pelos medicamentos que tomo penso que até era capaz de me esquecer, em dados momentos, que estou doente. Outra coisa que evito a todo o custo é tomar medicação, química, para outras coisas como para as dores de cabeça, gripes, etc. socorro-me de tudo o que é natural, bebo muito chá de limão, gengibre, salva, etc.
    O imatinib estou a fazer à noite pois assim controlo melhor as náuseas que me faz.
    Se tiver alguma dúvida de que forma o posso contatar ? Já agora pode-me indicar qual o médico que o segue, pois uma opinião e outra visão da situação nunca é demais.
    Muito obrigado e se quiser posso enviar de forma privada o meu e-mail.
  • Sem imagem de perfil

    MARIA DALVA SPECIAN CHAVES 09.10.2015

    Olá como já falei em post anterior, faço tratamento com mesilato de imatinibe em face de um GIST desde agosto de 2013. faço uma dieta alimentar muito equilibrada, e faço exercícios de caminhada, pequenas corridas e natação, no mínimo 3 vezes por semana. Contudo sempre fui gordinha, e não consigo diminuir o peso. não aumenta, mas mantém estável. Assim questiono, de alguém puder me ajudar, qual exercício devo priorizar? será que o peso é constante, mesmo em face de alimentação saudável e equilibrada por causa da medicação?
  • Imagem de perfil

    Escritos Dispersos 09.10.2015

    Olá, bom dia,
    Manter o peso equilibrado é fundamental! Ajuda imenso, também a "suportar" os possíveis efeitos colaterais do IMATINIB e a prevenir outras doenças.

    Só consegui/consigo com GINÁSIO (1 hora diária) e alimentação "contida", em simultâneo. No início é normal que o peso não reduza substancialmente: com o exercício diminui a "gordura" mas aumenta o "peso" muscular, a massa muscular, fundamental para "queimarmos" mais calorias ... depois é sempre a diminuir (a partir do 1.º mês). Hidratem-se! O corpo humano é composto por cerca de 70% de líquidos!

    SAÚDE!
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 21.03.2018

    Boa tarde. Gostaria de saber se tem alguém que toma mesilato de imatinibe imprimir a mais de 5 anos?
    Se tiver como tem se sentido? Se está tudo tranquilo? Alguns efeitos colaterais.
    Em outubro de 2018 completarei 5 anos tomando a medicação.
    Aguardo rrspostas
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