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Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

Escritos Dispersos

"Todos começamos por ser crianças." "Com tempo, perseverança e esperança, tudo se alcança." À minha mulher e às nossas filhas.

Novas medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal...

Resolução da Assembleia da República n.º 68/2012, de 10 de Maio - Recomenda ao Governo a adopção de medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal.

 

«A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que promova, designadamente:

1) Campanhas com recurso a imagens fotográficas que evidenciem as consequências da obesidade e de doenças relacionadas, como a Diabetes mellitus e as doenças vasculares e cardíacas;

2) A distribuição de informação referente aos custos individuais e sociais da obesidade, incluindo a perda de qualidade de vida e diminuição da esperança média de vida;

3) A utilização do serviço público de televisão para que, nos horários mais propensos ao acompanhamento dos jovens, sejam exibidos anúncios com as consequências da obesidade;

4) A implementação de modelos de reuniões conjuntas com dietistas/nutricionistas e associações de pais para que essa questão particular seja discutida e personalizada em relação a cada criança;

5) A revisão, com subsequente padronização, dos conteúdos energéticos das refeições escolares, tendo em conta as melhores práticas de qualificação nutricional adaptadas a populações jovens;

6) A regulamentação da venda de alimentos, com base num sistema de etiquetas, que possa tratar de forma distinta classes de produtos distintos, implicando diferentes consequências de acordo com a classificação, que poderão ir desde a restrição de venda nas escolas e estabelecimentos limítrofes, até à venda condicionada, sendo que as ementas nas escolas deveriam também ser etiquetadas de acordo com o valor nutricional dos pratos, dando -se prevalência ao consumo dos pratos etiquetados como «verdes»;

7) A difusão e promoção de programas que forneçam frutas e legumes produzidos localmente para as escolas, estabelecendo -se assim uma relação de proximidade entre escolas e a comunidade agrícola, com benefícios para ambos;

8) A criação de um programa nacional de desporto escolar, organizado por regiões e elaborado em conjunto com os professores de educação física;

9) A prática do desporto universitário.

Aprovada em 9 de março de 2012.

A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção A. Esteves.».

Medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal...

Resolução da Assembleia da República n.º 67/2012, de 10 de Maio - Recomenda ao Governo a adopção de medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal.

 

«A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo:

1 — O desenvolvimento de um sistema de avaliação, monitorização e vigilância do estado nutricional, do crescimento [altura, peso, índice de massa corporal (IMC) e perímetro da cintura] e da atividade física infanto-juvenis e determinação de padrões nacionais de crescimento infantil.

2 — A utilização do serviço público de informação (RTP e RDP) para a difusão de campanhas baseadas em mensagens positivas e de estímulo à adoção de escolhas alimentares saudáveis e de hábitos de atividade física, através da utilização de técnicas de marketing apropriadas à idade e nível de desenvolvimento cognitivo das crianças e jovens alvo.

3 — O apoio ao desenvolvimento e exibição de produtos de entretenimento (séries televisivas ou jogos de computador) que promovam a alimentação saudável e estilos de vida ativos.

4 — A intensificação da promoção do aleitamento materno através de medidas de flexibilização do horário laboral de aleitantes e da regulamentação do marketing a fórmulas lácteas (substitutos comerciais do leite materno).

5 — A criação de centros de excelência na investigação e monitorização do fenómeno de obesidade infantil, assim como do padrão alimentar português e das suas condicionantes, garantindo a realização do inquérito alimentar nacional.

6 — A regulação do marketing de produtos alimentares direcionado a crianças.

7 — O estudo do impacto de alterações fiscais, designadamente da redução da taxação fiscal das frutas e legumes, que favoreçam a adoção de uma alimentação saudável.

8 — A determinação da obrigatoriedade de aplicação e operacionalização, nas escolas, das medidas orientadoras imanadas pela Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), principalmente no que respeita à disponibilidade alimentar nas escolas.

9 — A promoção da articulação com as associações de pais para definição de estratégias de envolvimento dos pais e encarregados de educação nas questões relacionadas com mudanças comportamentais, paralelamente à escola, no ambiente familiar.

10 — A criação da figura do nutricionista escolar, responsável pela implementação e aplicação de uma política alimentar escolar estruturada e sustentável.

11 — Ao nível dos cuidados de saúde primários, aumentar os recursos humanos de nutricionistas, que possam garantir de forma sustentável a prevenção primária e o acompanhamento da obesidade infantil.

12 — A imposição progressiva da utilização de rotulagem alimentar simples e clara (por exemplo, semáforos nutricionais baseados nas recomendações nutricionais populacionais) na frente das embalagens dos produtos alimentares.

13 — O aumento do envolvimento das autarquias no regime de fruta escolar e canalizar mais fundos para este programa, de forma a alargar os dias de oferta de fruta e legumes nas escolas, promovendo, paralelamente, o desenvolvimento da produção agrícola local.

14 — A promoção da construção e delineação de vias pedestres e de ciclovias seguras, desencorajando o uso de viaturas em percursos curtos, principalmente nos centros das localidades.

15 — A instalação de infraestruturas públicas que disponibilizem gratuitamente água para consumo.

16 — A definição de políticas que regulem e monitorizem a venda de alimentos nas imediações das escolas.

Aprovada em 9 de março de 2012.

A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção A. Esteves.».

A Listeria monocytogenes...

«O tópico microbiológico de hoje vai ter como protagonista a Listeria monocytogenes, uma bactéria patogénica que apesar de todos os esforços para ser erradicada é, actualmente, responsável por 2500 casos de doença e 500 mortes por ano, só nos Estados Unidos da América.

 

A Listeria monocytogenes é uma bactéria com a qual os engenheiros alimentares e outros responsáveis pelo processamento de alimentos devem preocupar-se particularmente, devido à sua patogenicidade característica. É um bacilo mesófilo, Gram +, anaeróbio facultativo e não esporulado, o que significa que não possui estruturas de resistência térmica (não resiste a fervura, por exemplo). Além de tolerar elevados teores de sal, consegue resistir à desidratação, o que a torna difícil de controlar. Esta bactéria patogénica pode provocar listeriose, que engloba sintomas como febre e arrepios, dores de cabeça, meningites, perda de equilíbrio e convulsões; contudo a verdadeira preocupação é quando esta doença é contraída por mulheres grávidas. A Listeria monocytogenes consegue atravessar a placenta e interferir no desenvolvimento fetal, causando malformações, partos prematuros ou mesmo abortos. Os restantes grupos de risco para a Listeria são as crianças, idosos e imunocomprometidos.

 

Pode ser encontrada em animais como ovelhas, bovinos ou mesmo o Homem, como portador assintomático. A nível alimentar, os locais privilegiados para esta bactéria são produtos derivados do leite (como queijos não curados), carnes e legumes mal cozinhados. Alimentos previamente preparados como salsichas secas ou cachorros quentes também poderão albergar este patogénico.

 

Para evitar a sua contaminação e seguindo o sistema de segurança da HACCP [http://www.segurancalimentar.com/] convém haver o máximo de higiene nas matérias primas, superfícies, equipamentos e restantes locais de contacto com os alimentos. A informação aos grupos de risco acima mencionados também ganha um relevo adicional, uma vez que poderá prevenir eventuais casos de listeriose e de abortos ou mal formações.».

 

Da autoria de Luís Miguel Calçarão, Licenciado em Biologia, a frequentar Mestrado em Engenharia Alimentar

luismiguel_71288@hotmail.com

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